Fala se esse cara não quer aparecer! Passados quase 2 mil anos, parece que alguém se lembrou de, juridicamente, fazer alguma coisa a respeito da condenação e morte de Jesus Cristo. Um advogado do Quênia deu entrada em um processo na Corte Internacional de Justiça para anular o julgamento e, por consequência, a condenação à morte imposta a Jesus.
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Dola Indidis, o autor da inusitada ação, está querendo processar a República da Itália e o Estado de Israel pela execução do Messias. O advogado entrou com a ação em uma corte da Holanda, que usualmente lida com questões de direito internacional, após uma tentativa frustrada de entrar com o processo na Corte Suprema de Nairóbi, ainda em 2007.
“O julgamento de Jesus violou seus direitos humanos por meio de abusos, falhas e preconceito”, disse Indidis. O objetico do advogado é que a corte internacional declare que o julgamento de Jesus não teve validade por nulidade de procedimentos que não estavam de acordo com a lei naquela época, e com nehuma lei posterior.
Indidis tem um precedente histórico para basear seu processo: o julgamento da guerreira e santa francesa Joana D’Arc também foi anulado passados 500 anos de sua condenação e execução (queimada em uma fogueira). ”É exatamente o mesmo caso de Jesus. O juiz que a sentenciou não tinha jurisdição para resolver o problema (como Pilatos), mas seguiu com a condenação e a aplicação da pena capital”, comparou. Especialistas duvidam que a ação de Indidis tenha sucesso. Ironicamente, o tribunal internacional não tem jurisdição nesse tipo de caso.