12/04/2014

Bebê foi levado neste sábado pelo avô a um tribunal de Lahore.
Ao lado de familiares, criança havia sido acusada de tentativa de homicídio.

A Justiça paquistanesa retirou a acusação contra um bebê de nove meses que havia sido acusado de tentativa de homicídio. A criança compareceu neste sábado (12) em uma audiência em um tribunal em Lahore, no nordeste do Paquistão.
Membros da família de Mohammed Moussa Khan, entre eles o bebê, foram acusados da tentativa de homicídio de um dos policiais que tentaram acabar com o confronto entre um grupo de moradores com funcionários de uma companhia de gás, segundo o jornal "Dawn".
Muhammad Yasin segura o neto de apenas 9 meses durante audiência neste sábado (Foto: Mohsin Raza/Reuters)Muhammad Yasin segura o neto de apenas 9 meses
durante audiência neste sábado
A criança foi levada para a audiência nos braços de seu avô. A acusação contra ele foi retirada, mas mantida contra a família, acusada de participar do confronto, que aconteceu quando os funcionários da companhia tentavam cobrar faturas não pagas ou evitar o roubo de gás.
O caso gerou um debate sobre o funcionamento do sistema judiciário no país, onde rodou a imagem da criança chorando enquanto tinha as impressões digitais tiradas quanto teve que comparecer à audiência pela primeira vez.
A polícia abriu uma investigação interna para determinar por que o menor foi acusado junto com o resto de seus familiares.
Na semana passada, o bebê Muhammad Musa Khan chegou a chorar enquanto suas impressões digitais eram colhidas em Lahore.
Justiça paquistanesa retirou a acusação contra um bebê de nove meses  (Foto: Mohsin Raza/Reuters)Justiça paquistanesa retirou a acusação contra um bebê de nove meses
Muhammad Musa Khan chora enquanto suas impressões digitais são colhidas em Lahore na quinta-feira (3) (Foto: AFP)Muhammad Musa Khan chora enquanto suas impressões digitais eram colhidas em Lahore na quinta-feira
 

Bebê paquistanês acusado de homicídio é levado a esconderijo

Bebê de 9 meses está 'livre sob fiança' e deveria voltar a tribunal no dia 12.
Parentes da criança, porém, a levaram para local desconhecido.

Muhammad Yasin segura o neto de apenas 9 meses enquanto ele toma uma mamadeira no escritório de advocacia (Foto: AFP)Muhammad Yasser segura o neto de apenas
9 meses enquanto ele toma uma mamadeira no
escritório de advocacia

Muhammad Musa Khan chora enquanto suas impressões digitais são colhidas em Lahore na quinta-feira
O bebê de nove meses acusado pela justiça do Paquistão de planejar um homicídio, ameaçar a polícia e interferir em assuntos do Estado se tornou um "fugitivo", segundo informações da agência de notícias Reuters. Um familiar do menino Muhammad Musa Khan disse nesta terça-feira (8) que os parentes o levaram a um esconderijo.
Atualmente, Musa está em liberdade "sob fiança", mas a próxima data do processo judicial contra ele foi marcada para o dia 12 de abril. Os parentes afirmam que não sabem se ele comparecerá.
"A polícia é vingativa. Agora eles estão tentando resolver o caso na base pessoal. Por isso mandei levarem meu neto para [a cidade paquistanesa] Faisalabad por motivos de proteção", disse o avô do bebê, Muhammad Yasser, à Reuters.
Entenda o caso
Veículos paquistaneses divulgaram a história do menino, que foi levado a um tribunal na cidade de Lahore na semana passada 

. Depois, o bebê mamou em uma mamadeira com leite e tentou agarrar os microfones dos jornalistas enquanto seu avô dava uma entrevista.
O bebê foi aparentemente indiciado porque um inspetor assistente afirmou, em um boletim de ocorrência, que "toda a família de Musa" participou de uma agressão que o atingiu na cabeça. No relatório, a polícia local afirma que os suspeitos (o que inclui o pequeno Muhammad Musa Khan e seus familiares adultos) jogaram pedras contra agentes que passavam em várias casas durante uma operação contra inadimplência de contas de gás.  "O nome dele aparece no boletim, por isso trouxe ele ao tribunal", disse o avô da criança, Muhammad Yasser, no dia da audiência.
No Paquistão, crianças menores de 7 anos não podem ser acusadas de crime. A polícia disse que houve um engano porque não sabia que, ao fazer o boletim incluindo toda a família, um dos membros tinha apenas 9 meses. O inspetor assistente que fez o documento receberá uma suspensão, mas a ordem para isso só veio depois que o pequeno Muhammad já havia sido liberado provisoriamente pelo juiz, que adiou o caso para o dia 12 de abril.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/justica-retira-acusacao-contra-bebe-acusado-de-assassinato-no-paquistao.h

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